Fraternidade e Juventude

Cartaz (1)A Campanha da Fraternidade é um excelente auxílio para vivermos bem a Quaresma. A CF 2013 retoma o tema Juventude e se propõe olhar a realidade dos jovens, acolhendo-os com a riqueza de suas diversidades, propostas e potencialidades. No contexto do Ano da Fé, esta Campanha deseja mobilizar a Igreja e, os segmentos da sociedade a se solidarizarem com os jovens. O Texto Base é o principal instrumento para trabalharmos a CF.

A CF desde 1964 toca temas de vida fraterna na sua dimensão social da fé, como caminho de conversão na Quaresma. Partindo de Jesus Cristo coloca sinais atuais, refletindo sobre temas de cunho social, nos convidando à conversão.

OBJETIVOS:
1. Acolher os jovens seguindo a Jesus na Igreja para construir uma sociedade fraterna na cultura de vida, justiça e paz.
2. Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus.
3. Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial contribuindo com seus dons e talentos.
4. Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor.

VER
(da página 9 à 45 do Texto Base da CF)

Mudança de época.

– Mundo globalizado onde todos nós somos afetados por tudo,”tudo tem a ver com tudo”, “a injustiça de um é injustiça de todos”.
– “O comércio globalizado e livre é a solução de tudo” com transformação, competição, acúmulo, produção e lucro.
– A tradicional compreensão do mundo -autoridade, serviço, gratuidade, Deus, estruturas sociais e religiosas- não servem mais.
A mídia, muita comunicação de massas e pouca pessoal, com seu poder “ser e não ser” ao serviço do acúmulo, produção e lucro.
Cultura do individual, livre, plural (alternativo) e do descartável. Relaciona-se com o mundo e desconhece o vizinho, anonimato.
Consequências: migração com desarraigo familiar, relações não gratuitas, ao serviço do lucro.

Alteração do papel homem, mulher, pais, filhos; perda do poder educativo dos pais, cedido à mídia e aos grupos-massa.

– Fragilização dos laços comunitários, individualismo, falta de critérios na nova situação cria vazio; a competição profissional prolonga a permanência na família; perigo do novo convívio familiar ser de relações casuais sem compromisso.
– A consciência do bem-mal, dos valores, o imediato, tende a ser arbitrária sem instância objetiva, descomprometida do futuro.
– O bem comum se banaliza em prol do individual: manipulação de embriões, aborto, eutanásia, acesso ao emprego, cidadania. As instituições (família, colégio, igreja) informam, abdicando da sua função de acolher e servir no desenvolvimento juvenil.
– A ação social da juventude não se ressume em partidos e sindicatos, a nova tecnologia de informação a coloca em espaços: esportivos, ambientalistas, religiosos. Culturais, questionadores da globalização, redes sociais etc. Têm critérios sem manipular.
– Juventude detém a técnica informática de comunicação ágil e interativa conectando grupos de interesses criando mobilizações.
– “Inter-relacionar-se é vida” até os mais carentes são promovidos a fazer parte desse ambiente, a partir disso construir relações.
– Criam novo modo de se relacionar e assumir compromissos na família, educação, Igreja e ambiente;relações casuais.
– Visão planetária: o mundo uma aldeia, ecológica, desenvolvimento sustentável, aquecimento global, qualidade de vida.
– Há risco de ficar dependente, “viciado”, isolado no computador em detrimento do essencial, estudos, vida familiar e saúde.
– Ativos na Igreja, acreditam em Deus, buscam o sagrado, falar e ser ouvidos, participantes no diálogo; todos são de dentro.
– Muitos jovens fazem escolha de vida e de fé através do testemunho no universo mediático de evangelização de música, dança.
– Nossa história, cultura e modo de ser é fruto do ambiente, “pensamos o que pisamos” com modo de estar, ver e relacionar-se.
– Valoriza o pluralismo de opções doutrinais e litúrgicas com uma pertença mais unida ao existencial e afetivo.

1 – Religião (IBGE 2010): 54% católicos; 24% evangélicos; 2% se dizem ateus; 14,3% sem religião. Temor de Deus o 4º valor.7,6% dos jovens
2 – Cresce a consciência missionária do jovem no serviço voluntário e missionário.
3 – Os jovens organizam-se motivados pela música, dançam, 50% usam internet diariamente para estudos e relacionamento.
4 – Renda da família: 30% até meio SM; 53,7% entre meio e dois SM; 15,7% mais de dois SM.
5 – Moradia: 84,3% urbana, 15,2% rural; da urbana 48,7% inadequada; da urbana 66,9% negra. Muitos negros vivem em povos quilombolas.
6 – Escolaridade: de 15 a 17 anos 42% sem escola, obrigatória por lei de 2009.
Analfabetos negros o dobro de brancos;
Ensino Médio 58,7% – brancos, 39,3%, negros;
Superior: brancos 19,8%, 6,9% negros.
7 – Trabalho-estudo: Rapazes trabalham e estudam 26,5%, moças 17%; Rapazes trabalham e não estudam 11,4%, mocas 5%.
8 – Estruturação familiar: Maioria de jovens é solteira; 30,7% chefes de família, maioria mulheres; crescem as casadas e mães que trabalham.
9 – Mortalidade violenta de jovens é de 40%, dos adultos 2%.
10 – Consumo de drogas: de 1990 a 2000 a maconha aumentou de 2,8%, da cocaína 400%
11 – Exclusão digital: 65% domicílios não têm computador, 73% sem acesso à internet; os que têm 90% classe A, 65% B, 24% C, D e E 30%
12 – Direito a rede: Sendo meios de relação e produção todo cidadão tem direito à rede e o governo deve garantir acesso igual para todos.
13 – Riscos: 46% dos jovens paulistanos não são fiscalizados pelos pais; 60% já marcaram encontro com desconhecidos.

Ideologias contra a vida: grupos que defendem a violência; Vigorexia, drogas para aumentar volume dos músculos;
Anorexia, obsessão pelo excesso de peso, evitado com drogas e dietas; Bulling agressão física ou verbal com humilhação ou intimidação.

JULGAR
(da página 47 a 84 de Texto Base da CF)

A Palavra de Deus, manifestação da vida, amor, justiça e verdade, desvenda ou “julga” morte, injustiça ou mentira.

– Rebeca (Gn 24), jovem que seguindo inspiração divina, deixa terra e família e casa com Issac; livre da esterilidade, deu a luz Esaú e Jacó.
– José (Gn 37-46), um dos 12 filhos de Jacó, vendido por seus irmãos, vence a sedução da mulher de Putifar (cf. Gn 41,1-57) chega a Primeiro – Ministro do Egito, acolhe, perdoa e salva a seus irmãos.
– Samuel (I Sm 16,1-13), instruído pelo servo de Deus Heli, segue a vocação divina respondendo: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”.
– Davi, o menor dos filhos de Jessé (cf I Sm 16,1-13), ungido rei de Israel pelo profeta Samuel, vence o gigante Golias (cf. I Sm 17).
– Salomão, jovem rei, pede a Deus a sabedoria para governar com justiça. (cf. I Rs 3,4-28) Modelo hoje a seguir no serviço à cidadania.
– Os sete irmãos jovens do 2º Livro dos Macabeus (7,1-42) dão sua vida testemunhando a fé em Deus e na vida eterna.
– Ester, bela jovem casa com o rei Assuero (cf Est 2,7) e liberta seu povo da morte (cf. Est 8-9)
– Isaías segue a vocação divina respondendo “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8); é um dos quatro grandes profetas, chamado 5º evangelista.
– Jesus, “o Verbo de Deus se fez homem e habitou entre nós” (Jo 1,14) para sermos mais humanos; “Crescia em sabedoria, idade e graça” (Lc 2,52) Para aliviar sofrimentos faz milagres, valorizando mais a vida e saúde que os ritos e normas (cf. Mt 15,20); escolhe jovens, tem compaixão do filho pródigo (cf. Lc 15,11-24); em tempos da mulher inferior, se faz acompanhar de grupo de mulheres (cf. Lc 8,1-3); quando a criança não tinha relevância (cf.Mt 15,38) diz necessário se tornar criança para entrar no Reino do Céu (cf. Mc 10,13-16); não discrimina os publicanos e pecadores (cf Mt 9,9-10), coloca como modelos os “impuros” samaritanos (cf; Lc 10-33).

Atitudes para hoje: vive em comunhão com o Pai (cf. Jo 6,38), é autêntico e coerente (cf Lc 4,22), acolhe, tem compaixão, sabe perdoar (cf. Mt 18,21; Jo 8,3-11); tem senso de diálogo (cf. Lc 9,49-50). Prega Boa Nova do Evangelho (Lc 4,18-19), as bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-11) o amor a todos, até aos inimigos (cf. Mt 5,44)
– Maria, presença educativa: Aceita a proposta de Deus, ser sua mãe (cf. Lc 1,38); na visita a prima Isabel canta a queda dos poderosos e exaltação dos humildes (cf Lc 1,39-32), é bem-aventurada porque acolhe a Palavra de Deus e a põe em prática (Lc 8,21), sensível às necessidades em Cana (Jo 2,3); acompanha a Jesus até a morte (Jo 19,25), está em Pentecostes, nascimento da Igreja (cf. At 1,14)
– Apóstolos: João acompanha a Jesus até a cruz, recebe a Maria como mãe (Jo 19,26), testemunha a ressurreição (Jo 20,8); Pedro “deixando tudo o seguiu” (cf. Mc 1,18) confessa fé em Jesus e é colocado como pedra da Igreja (cf. Mt 16,18); Paulo, não conheceu a Jesus, mas convertido a caminho de Damasco (cf. At. 9,4-5), ajudado de Barnabé prega entre os pagãos (cf. At 15,7)
– Jovens na Igreja, viveram e testemunharam sua fé: São Sebastião, oficial do exército romano dá a vida pela fé; Santa Inês com apenas 13 anos é mártir da castidade; São Domingos Sábio, italiano discípulo de São João Bosco, com apenas 15 anos é modelo de estudante, catequista, alegre. Morre 9/03/1857.
– O Encontro com Jesus é fundamental. Os discípulos procuram a Jesus: “Mestre, onde moras? “Vinde e vede… e ficaram com ele” (Jo 38-39)
– É um convite pessoal: “Vem e segue-me” (Lc 18,22). Não de doutrinas, valores do Reino: vida “Para que todos tenham vida” (Jo10,10). Respeito e dignidade, cura os cegos (cf. Mt 8,22). e leprosos (cf. Mt 11,5), restituindo-os à sociedade.
– O discípulo recebe a missão de Jesus: “Como o pai me enviou assim também eu vos envio” (Jo 21,21) “Ide pregai o Evangelho” (Mc 16,15)

Com a missão dá seu poder de curar, purificar leprosos e ressuscitar (Mt 10,8). Identifica-se com os menores (cf. Mt 25,40)
– O jovem assume a missão de Jesus levando a boa notícia do Evangelho, “Ide, pregai o Evangelho a toda criatura” (Mt 16,15), na solidariedade do bom samaritano (cf. Lc 10,33), no amor, “amai-vos como eu vos amei” (Jo 13,34), na vida “para que todos tenham vida”(Jo 10,10).

A Igreja faz “opção preferencial pelos jovens” (Conferência de Puebla, 1979 N. 1186) hoje renovada na CF 2013 e na JMJ com Benedito XVI.

AGIR
(da página 85 a 120 do Texto Base da CF)

Fé e religião sempre são de promessas, de futuro melhor, boa nova, Evangelho, salvação, têm espírito jovem. “Para levar a boa nova aos pobres”(cf. Lc 4,18) João Paulo II nos convoca a uma Nova evangelização, “novas expressões, novos métodos, novo ardor missionário”.
Conversão pastoral, avaliar, mudar as estruturas obsoletas da Igreja para gerar discípulos missionários. Buscar a razão de ser cristãos hoje.

Superar dualismo incoerente fé e vida. Conversão interna do coração e externa dos métodos na linguagem e tecnologia também mediática.

O sentido da vida não pode mais ser entendido como princípio a priori a aderir por tradição ou imposição. Se testemunha, não se implanta.

Testemunhar que o ser humano e todo ser humano é depois de Deus, o mais sagrado com sua dignidade, direitos e deveres.
Diálogo ecumênico com os cristãos de outras igrejas e inter-religioso com os não cristãos, sempre com respeito e valorização do outro.

Mostrar entusiasmo por pertencer à Igreja, participando ativamente de sua missão.

Criar relações afetivas e efetivas na vida comunitária, com amor, serviço de caridade aos marginados e carentes e superação de divergências.

Convocar o voluntariado jovem para projetos missionários , preparação da Crisma ou para a Jornada Mundial da Juventude.

Fonte: Portal Kairós

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